top of page
Buscar

Existe um estado mental que pode restabelecer a saúde do corpo?

  • Foto do escritor: Newton  Passos
    Newton Passos
  • 26 de mai.
  • 5 min de leitura

Dr. Ainslie Meares - O Médico que Mudou para Sempre a Forma que Encaramos o Câncer


Histórico

O trabalho desenvolvido durante décadas pelo médico psiquiatra Dr. Meares (Austrália 1910-1986) em pacientes com câncer, elucidou que existe uma estreita relação entre a ansiedade dos pacientes e a sua resistência autoimune, como resultado de uma produção anormal de cortisol corporal nas pessoas ansiosas. E que a frequente carência autoimune observada no organismo das pessoas ansiosas poderia levar ao desenvolvimento e ao crescimento do câncer numa incidência já conhecida pela ciência de até 2 casos em cada 3 pessoas. Considerando esse conhecimento obtido em sua prática médica, o Dr. Meares conseguiu reverter o crescimento do câncer em dezenas de pacientes através de uma terapia de combate a ansiedade envolvendo o relaxamento profundo e a meditação potencializada por processo hipnótico de aquietação mental. 

A Ansiedade como Vilã Insidiosa

Dr. Meares dizia que a ansiedade cria uma reação em cadeia e quanto mais ansiedade, maior a reação do corpo e a produção de mais cortisol que o normal. Este cortisol em excesso diminui a resposta imune do corpo e permite células anormais, isto é, o câncer, de crescerem sem serem destruídas.

Dois pesquisadores americanos, os doutores Carl Simonton e Stephanie Matthews Simonton também investigaram a forma pela qual o estresse atua na malignidade das doenças e eles se alinharam perfeitamente com as teorias do Dr. Meares: “A depressão emocional como reação do estresse parece resultar na depressão física do sistema imune do corpo, eles disseram, e isto permite o crescimento da malignidade. Quando o mecanismo de proteção não está trabalhando normalmente, a malignidade ocorre. Vemos sob esta perspectiva, que curar o câncer não é apenas uma questão de matar as células cancerígenas com quimioterapia, radiação ou cirurgia, mas de conseguir com que o corpo retorne a fazer aquilo que ele normalmente faz”, o que implica criar condições para que o corpo reaja com suas defesas orgânicas naturais. 

Entretanto, após receberem o diagnóstico do câncer, os pacientes se veem acometidos de uma ansiedade cada vez maior, fruto das condições psicológicas desafiadoras decorrentes da doença, em que tratamentos médicos como a quimioterapia, a radioterapia e a cirurgia contribuem de forma incisiva. Os efeitos colaterais provocados tendem a gerar impacto negativo no estado geral de saúde, tanto física como psicológica. E os médicos focados que estão, em conter os tumores malignos a todo custo, esquecem-se que a doença está instalada em um organismo complexo, onde a psique tem fator determinante tanto na sua instalação propriamente dita como na consequente batalha pela sua cura. Essa psique abalada pelas incertezas que a doença traz, acaba obliterada de seus recursos naturais mais importantes de auto cura – o poderoso efeito placebo – inerente a toda pessoa humana e tantas vezes considerado na conclusão dos trabalhos científicos da atualidade. 

É assim que os doentes com câncer se desgastam em longas horas, enfileirados atrás de exames e procedimentos clínicos, sujeitos muitas vezes a locais que carecem de estrutura para um atendimento mais adequado, submetendo-se a uma infinidade de procedimentos médicos demorados, exaustivos e desconfortáveis.

E dessa forma, esses pacientes chegam ao atendimento médico muitas vezes combalidos pela desesperança, pelo temor, pela baixa autoestima e consequentemente com sua autoimunidade afetada. Submetem-se a uma carga ainda maior de estresse que compromete sua resistência orgânica e psicológica.

E quando o tratamento oncológico produz a remissão da doença, muitos pacientes experimentam o intenso temor da recidiva, situação que demanda ajuda psicológica e que tem sido um aspecto frequentemente negligenciado do cuidado com o câncer. Estudos recentes (2024) mostram que 60% das pessoas afetadas experimentam ansiedade em grau moderado a severo de que seu câncer possa retornar ou piorar. O professor Ben Smith da Universidade de Sidney observou que o término do tratamento e a eliminação total da doença é a etapa mais difícil para as pessoas com câncer porque elas temem seu retorno. Qualquer dor, mal-estar ou espera por resultados de exames pode engatilhar preocupações sobre o retorno do câncer, sentimento conhecido como “medo da recorrência do câncer” que sem cuidados, essas preocupações podem levar ao isolamento, a ansiedade e a dificuldade de planejamento para o futuro.        

A Terapia que Integra Recursos Efetivos de Combate a Doença

É aqui que surge a necessidade dos doentes com câncer e outros acometidos por intensa ansiedade – como é o caso das pessoas com burnout – dedicarem-se a uma terapia que lhes devolva a esperança e a confiança na sua cura.  Que traga conforto e melhor qualidade de vida durante esse período de dificuldades. Uma terapia que estimule os seus mecanismos naturais de defesa, interrompendo a produção excessiva de cortisol corporal decorrente da demasiada ansiedade. Uma atividade que embora acrescente um pouco mais de tempo em sua agenda, venha para somar recurso e não subtraí-lo. Que traga momentos de verdadeiro descanso físico e mental depois daquele dia atribulado de desgastes. Que proporcione o alívio de suas preocupações intensas, aquietando sua mente num processo restaurador de vivência confortante.

Estamos falando do Estado de Quietude Restauradora, formado por um conjunto de diversas técnicas conhecidamente eficazes, para se obter um único e simples objetivo: a aquietação profunda da mente, que busca desacelerar a mente agitada, aliviando o estresse acumulado e promovendo o estado de profunda paz.

O que é o Estado de Quietude Restauradora     

A Quietude Restauradora alcançada pela Terapia é o retorno da mente a um estado mais simples e mais primitivo de funcionamento, onde suas funções cognitivas de alto nível são substituídas por processos mentais menos lógicos e mais instintivos. Este estado curador é induzido pelo processo terapêutico por meio de um profundo relaxamento, intensa quietude e imobilização corporal, e que além de eliminar a ansiedade e proporcionar extrema calma e paz, provoca mudanças significativas na parte fisiológica e psicológica dos pacientes.

Mudanças Fisiológicas: Alívio da ansiedade, evitando a produção excessiva de cortisol e permitindo assim que o sistema autoimune dos pacientes funcione nos níveis máximos no combate das células do câncer, contendo o seu crescimento e favorecendo a remissão da doença. Além disso, praticamente todos os pacientes sentem mais conforto, maior controle da dor e precisam menos de medicamentos. O Estado de Quietude Restauradora quando integrado permanentemente a rotina dos pacientes pode evitar a recidiva da doença e possibilita que eles retornem a vida normal. 

Mudanças Psicológicas: A primeira necessidade de uma pessoa com câncer é o suporte emocional. As condições de saúde de pacientes que tem falta do suporte emocional deterioram muito mais rapidamente do que daqueles que estão seguros e que possuem um suporte emocional. Olivia Remes, a pesquisadora chefe do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia (ECNP – 2016) disse que “no passado, não haviam estudos conclusivos sobre a relação direta entre o câncer e a ansiedade. No entanto, nosso estudo é o mais importante em considerar essa relação. Descobrimos que homens que apresentam desordem de ansiedade generalizada estão duas vezes mais propensos a morrerem de câncer do que aqueles sem essa condição”.  

O Estado de Quietude Restauradora desenvolve uma paz e uma tranquilidade que estão associadas a um entendimento não verbal da vida e da morte. Desperta um sentimento não mais simplesmente relacionado com a morte, mas que apresenta a vida e a morte como sendo apenas diferentes aspectos de um mesmo processo humano. É comum que depois de algum tempo de dedicação a terapia, os parentes e amigos percebam que os pacientes mudaram de alguma forma, que se tornaram pessoas melhores, mais compreensivas e equilibradas e que quando algo não vai bem, eles não ficam mais irritados ou ansiosos. Essas manifestações externas são sem dúvida a exteriorização das mudanças internas de integração psicológica, filosófica e espiritual alcançados na terapia. E não é incomum que o Estado de Quietude Restauradora proporcione algum tipo de transformação espiritual.

 
 
 

Comentários


bottom of page